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Tuesday, 18 May 2010

Dica: O Preço da Traição (filme)


Nada como ver um filme para adultos que é inteligente, estiloso e que consegue elevar material clichê a uma forma de arte. O diretor canadense Atom Egoyan (diretor de Exotica, 1994) consegue essa façanha com O Preço da Traição (título original: Chloe), um thriller erótico com Julianne Moore, Liam Neeson e a estrela ascendente, Amanda Siegfried.

A estória é muito simples e do tipo não pode ser descrita em detalhe para não estragar a surpresa. Moore interpreta Catherine Stewart, uma ginecologista em Toronto que desconfia que seu marido David (Neeson), um professor de artes dramáticas, está a traindo. Para tirar sua dúvida, ela contrata uma garota de programa (Chloe, interpretada por Siegfried) para testar a fidelidade de seu marido. Mas seu plano não é executado exatamente como ela pensava.

Aqui eu devo parar de descrever o que acontece, mas o que é possível dizer é que Egoyan criou uma narrativa rica, surpreendente, sedutora, cheia de referências sutis a questões contemporâneas (principalmente o real verso o simulado) e com a elegância de mise-en-scène que seu público se acostumou a esperar desse autor cinematográfico.

A trilha sonora é um deleite. Muitos filmes contemporâneos se escoram em paredes texturais de sons que não acrescentam nada à narrativa, apenas fazem barulho. Em O Preço da Traição, o som evoca a psicologia das personagens melodiosamente, como nos bons tempos da chamada ‘era dourada’ de Hollywood.

Em tempo: Julianne Moore é sem dúvida a maior atriz de cinema americano da atualidade. Ela conseguiu crivar um nicho que talvez poderia ter sido ocupado por Nicole Kidman se essa não tivesse vendido a alma para o diabo e se acabado com cirurgia plástica e outras questões estéticas. Julianne é uma atriz original, linda e natural, com uma humanidade latente e um senso de humor impecável.






Entrevista com Atom Egoyan:




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